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Blog 29.05.2019

Luzes e profundidade – Conheça o trabalho de Gabi Machado

Gabi Machado é uma fotógrafa que foi se descobrindo ao longo dos anos. A primeira câmera que ganhou do pai, a sede por buscar informações e referências do jeito que podia e o olhar desenvolvido.

Camada a camada, Gabi foi revelando sua fotografia para si e para o mundo. Essa história de evolução, olhar e muita estética pode inspirar suas imagens também.

Gabi falou com o Canon College e mostrou um pouco do seu trabalho que é notável pelas luzes contrastadas, o preto e branco e o olhar que procura sempre ir além do físico.

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Como você começou na fotografia?

Meu primeiro contato com a fotografia foi através de meu pai, que me presenteava com câmeras analógicas na infância. Seu sonho era ser fotógrafo, porém não teve condições financeiras para tal, mas viu a possibilidade de investir o seu sonho em mim e me influenciou, fazendo-me apaixonar pelo mundo da fotografia.

Aos 12 anos eu fui apresentada à fotografia digital. Sempre fui muito curiosa, então, aprendia desde cedo. Me considero autodidata por conta dessa minha curiosidade e sede de aprendizado. Busquei conhecimento através da internet e fui desenvolvendo o meu olhar. Foi então que, aos 16 anos, eu decidi cursar e levar a sério a “brincadeira”, que me surpreendeu e me abriu novas portas e oportunidades para descobrir a artista que habita que em mim.


Foto: Gabi Machado

Quais são suas principais referências no mundo da fotografia?

Minhas principais referências são os fotógrafos: Diane Arbus, Antoine D’Agata, Francesca Woodman e Sarah Moon.

Gosto muito da Diane, pois encaro sua fotografia como seu reflexo brutalmente honesto. Antoine D’Agata me surpreende com sua curiosidade em explorar movimentos carregados de histórias interessantes. Já Francesca me cativa pela coragem em expor sua melancolia e mostrar coragem em sua fragilidade. Sarah Moon aborda a moda em contextos diferentes, brincando com sombras e texturas incrivelmente belas.

Com essa mistura de referências e a singularidade de cada um, consigo me basear, absorver ensinamentos dos mestres e assim construir o meu olhar na fotografia. Acredito que elas dão um norte para poder entender a personalidade e essência do que quero fazer.

Como você caracterizaria a sua fotografia?

Posso caracterizar minha fotografia como uma mistura de sentimentos e sensações que se envolvem no ato da captura. Gosto do imediatismo, da expressão espontânea. Mostro a minha fotografia como algo instintivo e um reflexo de minhas sombras.

Os sentimentos e sensações eu deixo também não só para o que eu quero, mas principalmente para quem vou fotografar. É um processo de construção único para cada um, mas a essência permanece a mesma.

Como você aborda e descobre que fotos fazer com as pessoas que fotografa?

Cada relacionamento é diferente. Como disse anteriormente, é um processo de construção único. Quase todas as pessoas que fotografo tenho um laço íntimo, então a abordagem se torna mais fácil. Tento extrair ao máximo o que essa pessoa desperta, analisando junto a ela seus gostos, sua personalidade e sua história.

As referências se misturam, porém, se complementam: há o que eu espero da minha fotografia com o que a pessoa fotografada também espera, dentro de sua personalidade e de sua unicidade. Nem sempre é algo milimetricamente planejado. Há também algo que descobrimos juntos no meio do ensaio fotográfico e executamos. O resultado sempre tem que ser bom para os dois lados.

Tecnicamente falando, como você gosta de configurar sua câmera?

Fotografo sempre em RAW. Curto muito brincar com movimentos, então utilizo bastante velocidades baixas como: 1/60, 1/30, 1/25. Gosto de usar lentes fixas e a minha favorita é a 35mm. Para velocidades mais baixas como 1/30 costumo fechar o obturador entre f/5.6, f/8.0 ou f/11.



Isso depende do contexto e das situações de luz disponíveis, já que utilizo quase em todos os meus trabalhos apenas luz natural.

Quais equipamentos você usa? E por que os usa?

Atualmente uso uma Canon EOS 6D.  Gosto muito da EOS 6D, acho portátil e me dá a agilidade que eu preciso para trabalhar. Além de ser uma excelente câmera, com um preço acessível e bem atualizada.



Já a lente em 35mm que para mim, se adequa a todas as situações que fotografo. Gosto muito da qualidade óptica e adoro fazer retratos com grandes aberturas. Por isso acho essa lente incrível e indispensável para os meus projetos.

Quais são seus conselhos rápidos para quem quer explorar a fotografia?

Estudo. Sempre. A constante busca pelo conhecimento, mesmo você tendo uma boa prática e sabendo fotografar profissionalmente. Estudo de referências também é algo essencial. Ajuda você a se orientar e entender qual caminho você quer seguir e como irá seguir.

A partir disso, você irá se encontrando aos poucos. O ideal é experimentar todas as áreas para ver qual você se identifica mais e o que deseja desenvolver ao longo de sua carreira.

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Assim como a Gabi Machado, você também pode desvendar sua fotografia ou até seus vídeos. O segredo é praticar, estudar e sempre buscar desenvolver o olhar com milhares referências e muita sensibilidade ao que está ao seu redor.

Descubra-se.

Publicado por: Gabi Machado Categoria: Inspire-se

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