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Dica Nível Intermediário

Como fazer diferentes fotos com uma lente grande-angular

Estava morando em São Paulo há pouco tempo e, em meio ao estresse da cidade grande que eu não tinha no interior, me vi forçado a procurar algo que me motivasse a continuar vivendo nesta selva de pedra. A fotografia serviu como uma válvula de escape.

Comecei a fotografar por intermédio de um amigo que faz excelentes imagens de paisagens naturais, que, na época, me deixavam cada vez mais interessado em aprender sobre o universo da fotografia. 


Canon EOS 6D – 1/200 – EF 35mm f/1.4L II USM – f/4 – ISO 800
Foto: @raivelphotos

No início, segui a linha do meu amigo, fotografando a natureza, mas rapidamente fui adquirindo minha própria identidade. Ao conhecer o trabalho de outros fotógrafos, mudei minha perspectiva. Como vivo hoje em meio às paisagens urbanas, inevitavelmente comecei a explorá-las.

Fui muito influenciado pelos trabalhos que outros fotógrafos urbanos compartilham nas redes sociais e, com inspirações tiradas daqui e dali, eu buscava superar os que me inspiravam. À medida que o tempo passava, meu interesse pelo “bokeh” foi ficando de lado, e a vontade de dar mais personalidade para as minhas fotografias era cada vez maior. Foi quando notei que, com o uso de ângulos maiores, eu conseguia chegar próximo do resultado que queria.


Canon EOS 6D – 1/400 – EF 24mm f/1.4L II USM – f/4 – ISO 200
Foto: @raivelphotos

Sempre tive lentes grandes-angulares, mas no começo não explorava o potencial e a estética dessa categoria de lentes. A lente que mais usava era a EF 50mm f/1.8 STM, fixa e com um enquadramento mais fechado.

Só com algum tempo de fotografia foi que comecei a usar as lentes abertas (grandes-angulares).

Então, notei que precisava ir além, tentar explorar perspectivas que outros fotógrafos não exploravam, e assim cheguei às super grandes-angulares.


Canon EOS 6D – 1/60 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/5.6 – ISO 100
Foto: @raivelphotos


Canon 6D – 1/160 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/5.6 – ISO 100
Foto: @raivelphotos

Muitos fotógrafos evitam esse tipo de lente por entenderem que suas distorções não agradam, mas eu particularmente amo a sensação que elas podem provocar.

Além de ser divertido fotografar com esse tipo de lente, as possibilidades de transformar qualquer ângulo em uma perspectiva muito interessante aumentam exponencialmente pela dinâmica que a distorção traz para a imagem.

Mesmo em situações nas quais você não consegue ou prefere não buscar um ângulo diferente para sua fotografia, posicionando o horizonte no meio do quadro, ele quase fica em linha reta e a amplitude é tamanha que as curvas das laterais da imagem quase passam despercebidas.


Canon 6D – 1/800 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/5.6 – ISO 400
Foto: @raivelphotos

Agora, quando há possibilidade de explorar outros ângulos, fica ainda melhor. Posicionando a câmera de baixo para cima em meio a prédios, por exemplo, é possível captar um quadro superamplo e, mais uma vez, com uma dinâmica incrível.


Canon EOS 6D – 1/160 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/4 – ISO 100
Foto: @raivelphotos


Canon EOS 6D – 1/4000 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/5.6 – ISO 400
Foto: @raivelphotos


Canon EOS 6D – 8’ – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/5.6 – ISO 200
Foto: @raivelphotos

Quando consegui comprar minha lente super grande-angular, a EF 8-15mm F/4L Fisheye USM, mal podia esperar para fotografar alguns cenários de São Paulo que mesmo quando fotografados com qualquer lente já garantem fotos lindas. Com uma Fisheye, eu sabia que seria satisfação garantida.

O primeiro deles foi a ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira, que faz parte do Complexo Viário Real Parque. Esperei o entardecer, peguei um táxi até o início da ponte e, com meu equipamento na mochila, apertei o passo para não perder o fim de tarde na subida até o “pé” da ponte. Fiz tantas fotografias quanto pude até o cair da noite. Quando tive a oportunidade de ver no computador o que havia conseguido captar, tive a certeza de que havia valido a pena cada centavo investido na grande-angular.


Canon 6D – 1/400 – EF 8-15mm F/4L Fisheye USM – f/4 – ISO 800
Foto: @raivelphotos


Canon EOS 6D – 1/200 – EF 8-15mm F/4L Fisheye USM – f/4 – ISO 800
Foto: @raivelphotos

Daí por diante, registrei vários outros pontos famosos de São Paulo com minha Fisheye: Copan, Av. Paulista, estação de metrô e por aí vai. Hoje em dia, mesmo que o assunto me induza a usar outro tipo de lente, acabo fotografando com a superangular só para ver como fica.


Canon EOS 6D – 1/100 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – F/4 – ISO 800
Foto: @raivelphotos


Canon EOS 6D – 1/800 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/4 – ISO 100
Foto: @raivelphotos


Canon 6D – 1/800 – EF 8-15mm f/4L Fisheye USM – f/4 – ISO 400
Foto: @raivelphotos

 

No início, eu usava uma Canon EOS Rebel T5i com as lentes EF 50mm f/1.8 STM e EF 40mm f/2.8 STM que atendiam muito bem minha demanda. À medida que fui aprendendo mais sobre fotografia, troquei meu equipamento e comprei outras lentes.

Hoje, uso uma Canon EOS 6D que, além de ser full frame, possui 20.2 megapixels, uma faixa de ISO bem ampla de 100 a 25.600 e mais precisão de foco mesmo em condições de baixíssima luminosidade.

Claro que não dispensei a clássica EF 50mm, mas substituí a antiga f/1.8 pela EF 50mm f/1.4 STM, que, além de ter uma abertura maior, possui o foco silencioso e rápido. Também investi em uma EF 24-70mm f/4L IS USM, por ser muito versátil, ter uma faixa de zoom que chega até a função macro e possuir uma qualidade absurda com quase nada de aberração cromática. Não posso esquecer também da minha indispensável super grande-angular EF 8-15mm f/4L Fisheye USM.


Canon EOS 6D – 1/640 – EF 24mm f/1.4L II USM – f/4 – ISO 200
Foto: @raivelphotos

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