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Blog 18.09.2017

Dicas e caminhos para a fotografia de moda

É muito bonito e inspirador quando os fotógrafos contam que começaram desde cedo a registrar momentos e criar imagens. No meu caso foi um pouco diferente e, para ser sincero, até os meus 20 anos eu nunca tinha olhado para a fotografia como uma possível profissão. Sempre me interessei por estética, moda e criação artística, mas foi apenas quando morei nos Estados Unidos que olhei para a fotografia com novos olhos.

Foi então que descobri a possibilidade de juntar todos esses segmentos que tanto me interessavam em um único: fotografia de moda.


Foto: Franklin Maimone

Referências

O trabalho do fotógrafo nova-iorquino Bill Cunningham foi o primeiro a entrar no meu radar, mas não foi o único. Depois de me encantar pelo método de sua fotografia – aliás, existe um documentário incrível sobre o seu trabalho chamado “Bill Cunningham New York” –, comecei a estudar diversos fotógrafos e profissionais da área (já que, quando você trabalha com moda, existe uma equipe gigantesca para a realização de cada trabalho) e muitos deles me chamaram a atenção.

David LaChapelle, Terry Richardson, Helmut Newton, Mario Testino e muitos outros se tornaram grandes inspirações. Mas a maior delas até hoje ainda é o alemão Kristian Schuller, que mescla fantasia, cores e moda de uma forma deslumbrante. Sempre digo que quero ser como ele quando crescer, mas, claro, com meu próprio “spin”.

O processo criativo na fotografia de moda

Por causa dessa minha fascinação pelo lúdico e fantasioso, os trabalhos que mais tomam o meu tempo e dedicação são aqueles que me permitem criar, que me permitem mergulhar em um mundo de possibilidades em que cada foto se torna completa.

E, nessa busca pela imagem “perfeita”, existe um ponto técnico ao qual me dedico muito para melhorar cada vez mais: a direção de modelos.


Foto: Franklin Maimone

A meu ver, não existe algo mais importante para um fotógrafo de moda do que a comunicação e a conexão com a modelo com quem está trabalhando.

É fundamental conhecê-la, mesmo que superficialmente, e criar um vínculo momentâneo no set ou no estúdio para que todo o trabalho flua da melhor maneira.

Para essa direção melhorar cada dia mais, existe uma palavrinha mágica que sempre fica na minha cabeça: feedback.


Foto: Franklin Maimone

A modelo não tem ideia da luz ou do enquadramento que você selecionou para criar a imagem. Por isso, é sempre bom tentar mostrar a ela não somente através de resultado, mas também de palavras, como se deseja cada ângulo, se tudo está saindo certo ou não. Isso traz a modelo para cada vez mais perto daquela imagem que você tanto almeja.

Além da conexão com modelos, meu trabalho também sempre possui um cenário completo. Sempre digo que o fundo também faz parte da foto e que ele precisa ser valorizado – algo que aprendi com grandes professores, como Flávio Sampaio, Cassiano Mendes e Sylvia Seganfredo.


Foto: Franklin Maimone

Gosto de pensar na imagem além da modelo e da roupa: pensar em quanto toda aquela atmosfera que a rodeia agregará à peça, ao mood do ensaio. Isso para mim é fundamental.


Foto: Franklin Maimone

A iluminação

A luz que seleciono para cada foto também varia nesse mood em que as imagens estão inseridas. Muitas vezes, uma luz direta com sombreamento marcado proporcionará resultados que abrilhantarão ainda mais aquela determinada peça de roupa. Às vezes, não. Tudo acaba sendo muito relativo.


Foto: Franklin Maimone


Além de o fotógrafo de moda ter que entender muito de luz e construção de sets de diferentes proporções, ele também precisa compreender como cada uma daquelas luzes irá influenciar a roupa, os tecidos, as texturas, o brilho. Detalhe esse que muitas vezes passa batido.


Foto: Franklin Maimone

Equipamento: câmera e lentes

Apesar de não ter a necessidade de trabalhar sempre com lentes zoom de longo alcance e muitos fotógrafos de moda preferirem até mesmo lentes fixas, eu gosto muito da maleabilidade que tenho com as móveis. Sempre encontro detalhes aqui e ali que são realçados com um pequeno close. E saber que essa possibilidade está logo ali nas minhas mãos é excitante.

Entre as que mais uso, estão a EF 70-200mm f/4L USM, a EF 24-105mm f/4L USM e a clássica EF 50mm f/1.4 USM, que, apesar de fixa, também é uma mão na roda.


Foto: Franklin Maimone

Sempre que tenho clientes para publicações maiores, uso a Canon EOS 5D Mark III, que acho sensacional. Mas, para os meus projetos pessoais, a minha preferida ainda é a EOS 60D, que, apesar de não ser full frame, me ajuda muito nos enquadramentos que preciso, além de ter uma linguagem prática e rápida.

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Acredito que a fotografia de moda consegue unir o melhor dos mundos pelos quais me interesso: arte, estética e fotografia. O resultado não poderia ser outro além de mágica materializada em imagens.

Publicado por: Franklin Maimone Categoria: Aprenda

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